Os concessionários de veículos comemoram o crescimento de 7% nas vendas no primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram licenciadas no período 2.340.661 unidades no Brasil, incluindo todos os tipos de veículos: carros, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas de implementos e motocicletas. No primeiro semestre do ano passado foram 2.187.739 unidades.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3/7/25) em coletiva de imprensa da Fenabrave, a federação que reúne as associações de concessionárias de todo o País.
O setor de carros também teve um crescimento importante, 5,05%, com 1.131.269 unidades. Mas o segmento que mais cresceu foi o de ônibus. Graças aos programas de incentivo do governo Federal, como o Caminho da Escola, os ônibus venderam 14.116, o que significa um aumento de 24,5% sobre o primeiro semestre de 2024.
As vendas de motos também vivem um momento de grande crescimento. Foram vendidas este ano 1.029.805 motocicletas, o que representa uma expansão de 10,3% sobre o período janeiro-junho do ano passado. Lembrando que 35% das vendas são feitas pelo Consórcio.
A expectativa é de que o Brasil bata o recorde de vendas de motos este ano, superando dois milhões de unidades.
Eletrificados
Os veiculos eletrificados (elétricos puros e híbridos) registraram um aumento de 43% este ano, com 119.970 unidades licenciadas, sendo que a maioria é de carros e picapes, segmentos responsáveis por 114.053 vendas.
Cabe ressaltar que o crescimento está se dando no segmento de híbridos, com alta se 73,6%, enquanto os elétricos puros tiveram queda de 1,98% no semestre.
Os ônibus, embora com pequeno volume (129 unidades), cresceram 141% no período.
As vendas de motos elétricas também tiveram crescimento expressivo, alta de 52,6/%, com 3.550 licenciamentos.
Vale destacar que metade das vendas de carros no Brasil é feita de forma direta, ou seja, venda para pessoas jurídicas.
Segundo a economista Tereza Fernandez, que explanou sobre a Economia na coletiva da Fenabrave, o cenário internacional é de volatilidade. Ela disse que a situação chinesa está complica. “A China está reduzindo a atividade econômica”.








