Quando o novo presidente da Anfavea faz uma previsão otimista das vendas de carros este ano, ele certamente está enxergando o crescimento de economia e, principalmente o avanço do emprego e a redução da desigualdade no Brasil.
Por outro lado, o dirigente avalia o que que considera o risco de alguns investimentos já anunciados migrarem para os Estados Unidos para produção local, por causa das taxas abusivas de importação impostas pelo presidente Donald Trump. (Como se vê, já se começa a justificar a redução dos R$ 180 bilhões anunciados).
Mas ainda assim, os fabricantes falam em 2,8 milhões de veículos este ano, o que representaria um crescimento de 6,5% em relação a 2024, quando foram licenciadas 2,63 milhões de unidades.
A renda do trabalho da população mais pobre do Brasil cresceu 10,7% em 2024, quase o dobro do avanço observado entre os 10% mais ricos (6,7%), conforme estudo divulgado pela FGV Social, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A média de crescimento da renda do trabalho foi de 7,1% no ano.
Mas pobre não compra carro, questionam os pessimistas. Não compra, mas o seu dinheiro movimenta a economia, e o mercado de usados é impulsionador da venda de novos. Enquanto as vendas de OK não chegam a três milhões por ano, o mercado de usados registra mais de um milhão de transferências por mês.
A geração de empregos formais, políticas públicas de proteção social e aumento da escolaridade entre os mais pobres ajudou a impulsionar a forte redução da desigualdade em 2024.
Além disso, o Brasil registrou apenas 6,6% de desemprego, a menor média da história.