Yamaha R-15

Uma das mais tradicionais marcas de motocicletas do mercado brasileiro, a Yamaha está vivendo um período de crescimento. Há oito anos, a empresa tinha 11% do mercado; hoje, mesmo com a chegada de novas marcas ao Brasil e, portanto, o aumento expressivo da concorrência, ela conquistou 17% de participação em 2024.

A principal razão dessa expansão foi a mudança e o reposicionamento dos produtos.

“Durante muito tempo a Yamaha brigou por preço. Hoje não. Estamos reposicionando não apenas os produtos, mas também os serviços prestados ao cliente”, disse Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha.

Ciente de que precisava continuar atendendo o segmento de baixa e média cilindradas, a empresa decidiu se diferenciar pelo design e pela tecnologia. “Mais de 80% do mercado é de motos até 250cc, então passamos a valorizar as motos de entrada, criando um design diferenciado, valorizando a tecnologia e sofisticando o produto”, disse o executivo. E deu um exemplo: a R-15, uma moto de entrada, de 155cc, ganhou um desenho diferenciado, que remete à sofisticação da FZ-25, que é uma moto maior, de 250cc.

Além disso, a rede de revendas passou a oferecer o que Rafael chama de serviço premium, ou seja, colocou o cliente de entrada no mesmo patamar do consumidor de motos maiores. A Yamaha conta hoje com tecnologia da Internet das Coisas, com aplicativo que conecta a motocicleta: o APP compartilha notas de navegação, analisa a eficiência da pilotagem e localiza a moto onde foi estacionada, entre outras coisas.

A eletrificação também fez parte do novo momento vivido pela empresa. A marca lançou este ano uma moto híbrida e uma elétrica.

A Yamaha é a segunda marca mais vendida no Brasil atrás apenas da Honda. De janeiro a setembro foram licenciadas 145 unidades no Brasil.