É o segundo desmanche da Stellantis no mundo; a operação pode evitar a emissão de até 30 toneladas de CO2 por ano.
A Stellantis montou no Brasil o seu segundo centro de desmanche de veículos (o primeiro é na Itália), com investimento de R$ 13 milhões, com previsão de gerar 150 postos de trabalho até o fim deste ano.
A iniciativa tem como objetivo prolongar a via útil das peças e promover o consumo sustentável. As peças são classificadas e ganham uma nota, que vai de zero a nove. As peças de zero a cinco são descartadas e destinadas para reciclagem, processadas por empresas parceiras.
As peças reaproveitáveis recebem a classificação (6 a 9) e o preço de venda, podendo ser adquiridas no próprio local do Centro de Desmanche, em Osasco, na Grande São Paulo, ou na loja oficial da Circular Autopeças no Mercado Livre. Segundo os empreendedores, as peças nota 9 são perfeitas, equivalem a uma peça nova.
Além de carros que tiveram perda total, a recicladora trabalha com carros provenientes das fábricas, protótipos e pré-séries, que não podem ser vendidos, e antes eram escarpeados.
Todas as peças tem etiquetagem do Detran. Na leitura do QR Code você detecta a origem: de qual carro que ela foi retirada.
A operação do Centro de Desmontagem Veicular Circular pode evitar a emissão de até 30 toneladas de CO2 por ano.
“Hoje os carros que recebemos tem uma destinação correta para 100% das peças e materiais, incluindo fluidos (óleos, combustíveis) e matérias primas, como aço, ferro, alumínio, cobre e outros metais nobres, que são separados e encaminhados para parceiros da Stellantis”, disse Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul.
Dos 48 milhões de veículos leves da frota brasileira, dois milhões chegam ao fim da vida útil por ano, mas apenas 1,5% deles recebem a destinação correta.
O mercado de autopeças usadas tem potencial para gerar dois bilhões de reais por ano.
Luiz Cipolli Jr.








