O sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como Free Flow, avança nas rodovias brasileiras e vem mudando a forma de cobrança nas estradas. Com pórticos instalados ao longo das vias, os veículos são identificados automaticamente por meio de tag eletrônica ou leitura de placa, sem necessidade de parada, o que contribui para maior fluidez do tráfego e redução de congestionamentos.

Apesar dos ganhos operacionais e ambientais, o modelo também traz dificuldades práticas para parte dos usuários, principalmente para quem não utiliza tag. Nesses casos, o pagamento não é automático e precisa ser feito posteriormente, dentro do prazo definido pela concessionária. O descumprimento pode gerar multas e encargos adicionais.

Outro problema é a falta de padronização no sistema, com diferentes regras, prazos e canais de pagamento entre rodovias e estados, o que aumenta a confusão para motoristas ocasionais e turistas. Especialistas apontam que, sem comunicação clara e sinalização eficiente, a modernização pode transformar um avanço tecnológico em fonte de penalizações e insegurança para os usuários.

Com a expansão do Free Flow, o desafio não é apenas tecnológico, mas também informacional: garantir que a inovação nas rodovias seja acompanhada de orientação clara à população, para que o sistema não se torne mais um obstáculo na rotina de deslocamento.

Larissa Silva