Andamos no primeiro híbrido da marca chinesa no Brasil
Em 2023, chega o análogo 100% elétrico pelo mesmo preço

BYD está fazendo uma ação formidável no mercado brasileiro, que vive a implantação do carro eletrificado sem, no entanto, ter uma definição sobre qual tecnologia é a mais conveniente para o consumidor. A empresa chinesa apresentou ao mesmo tempo o Song, o SUV Híbrido Plug-in – no qual andamos e vamos detalhar mais adiante – e o Yuan, o mesmo SUV, com mudanças estéticas e um interior diferenciado, mas 100% elétrico. Detalhe: ambos pelo mesmo preço: R$ 270 mil.

A proposta é oferecer as duas tecnologias nas mesmas condições e deixar para o consumidor escolher.

O Yuan começa a ser vendido somente no ano que vem e o Song já está nas concessionárias. É o primeiro Plug-in da marca, que já tem três elétricos puros no catálogo (o Yuan será o quarto).

Como se sabe, o híbrido plug-in tem um motor a combustão e outro elétrico, que funciona de forma independente permitindo o uso do carro no sistema elétrico puro. O sistema do Song garante uma autonomia de 51 quilômetros no modo elétrico, ou seja, caso o motorista não ultrapasse essa quilometragem para ir de um ponto a outro, ele pode recarregar as baterias nas paradas e a andar infinitamente usando a eletricidade, reservando o tanque cheio de gasolina do motor à combustão para longos trajetos, quando for o caso. O uso combinado das energias – eletricidade e gasolina – garante uma autonomia de pelo menos 1000km.

Assim, o carro tem baixo consumo de combustível com a baixa emissão de CO2 e oferece as características do modo elétrico, que são a rápida aceleração proporcionada pelo torque imediato e a dirigibilidade suave e silenciosa.

A tecnologia híbrida DM-i, usada no Song, define automaticamente qual é o melhor modo de direção, mesclando conforme as necessidades. Nas curtas distâncias entra o sistema elétrico e nas longas distâncias o sistema aciona o modo híbrido, unindo o motor térmico ao elétrico. São três módulos de direção: EV, paralelo HEV e HEV série.

Modo EV: usado em baixas e médias velocidades, nos trajetos urbanos. Oferece alto torque, alta eficiência e baixo ruído do motor.

Modo HEV: concilia o motor à combustão, mais a geração de energia de alta eficiência. Para baixas e médias velocidades.

Modo HEV Série: entra em operação em alta velocidade, com o motor à combustão e o elétrico funcionando em conjunto.

O modo híbrido prioriza a motorização elétrica, com o motor térmico entrando em funcionamento para auxiliar o eletrificado. O motor a gasolina é 1.5 injeção multiponto, quatro cilindros e 16 válvulas de 110 cavalos e torque máximo de 135 Nm a 4.500 rpm. O elétrico tem 179 cavalos e torque de 316 Nm. O carro acelera de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos.

Na dianteira, grade ressaltada por finas e tiras decorativas cromadas; na traseira, lanternas de led e brake light integrados. Rodas de liga leve de 19 polegadas e porta-malas de 574 litros.

O interior do carro é requintado, com uma central multimídia Touch de 12,8”, bancos ergonômicos e bem confortáveis e os dianteiros com ajustes elétricos. Volante multifuncional com controles de áudio e tecnologias semiautônomas, carregamento de celular por indução, saída de ventilação traseira e entradas USB.

Em relação a segurança, vale destacar os controles de assistência de mudança (LCA) e permanência de faixa (LKA), controle de estabilidade (ESP), controle de tração TCS), assistência de partida em rampa (HHC) e descida (HDC), sensores de estacionamento, sensores de ponto cego, chave keyless para abertura e fechamento e sistema de ignição por botão, câmeras com função panorâmica 360° e seis airbags.

O primeiro lote do Song já foi esgotado na pré-venda, em setembro. Agora o carro chega defensivamente nas concessionárias. O Yuan, seu análogo elétrico puro, começa a ser vendido no primeiro trimestre de 2023.